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Guías

Wellhub (ex-Gympass) para empresas: o que é e alternativas

O que é o Wellhub (antes Gympass), como funciona o benefício de bem-estar para empresas e como avaliá-lo frente a um esquema de benefícios flexíveis. Um guia para times de RH.

Equipe Maslow··Atualizado
Uma pessoa fazendo check-in com o celular na recepção de uma academia moderna

O Wellhub —a marca que até 2024 se chamava Gympass— popularizou um benefício que hoje muitas empresas dão como padrão: o acesso a uma rede de academias e apps de bem-estar através de um único plano corporativo. É uma boa solução para um problema específico. Mas quando um time de RH o avalia, convém fazer uma pergunta mais ampla: o problema é "dar academia para as pessoas", ou é "oferecer uma proposta de bem-estar que cada colaborador valorize"? Este guia explica o que é o Wellhub, como funciona o modelo, e como avaliá-lo frente à alternativa de um esquema de benefícios flexíveis —sem vender ilusão em nenhuma direção—.

O que é o Wellhub (ex-Gympass)?

O Wellhub é uma plataforma de benefícios de bem-estar corporativo que dá aos colaboradores de uma empresa acesso a uma rede de academias, estúdios, apps de fitness, meditação e saúde mental, mediante uma assinatura que a empresa subsidia total ou parcialmente. O colaborador escolhe a quais academias ou apps acessar conforme o plano contratado, e a empresa paga por uso ou por uma taxa mensal.

A sua proposta é concreta: resolve a logística de oferecer academia como benefício sem que a empresa tenha que negociar com cada rede. Funciona bem para organizações que querem um benefício de wellness pronto e cujo objetivo principal é a atividade física e o bem-estar.

Como funciona o benefício de bem-estar para empresas?

O modelo tem três partes: a empresa contrata um plano, define quanto subsidia, e o colaborador ativa o seu acesso e escolhe onde usá-lo. O valor para a empresa é duplo —um benefício atraente para atrair e reter, e um sinal de que se preocupa com a saúde do time—.

Mas o modelo tem um limite estrutural: é monotemático. Resolve o bem-estar físico, não o resto das necessidades de uma pessoa. E as necessidades variam: para alguém a academia é fundamental; para outro com filhos, o que importa é saúde, educação ou alimentação; para um terceiro, economizar no supermercado. Um benefício único, por melhor que seja, fala bem a uma parte do time e pouco ao resto.

Wellhub vs. benefícios flexíveis: como escolher?

A decisão não é "Wellhub sim ou não", mas qual problema você quer resolver. Se o objetivo é exclusivamente bem-estar físico e a empresa já tem coberto o resto da sua proposta de benefícios, um serviço dedicado como o Wellhub cumpre bem.

Se o objetivo é uma proposta de valor integral —que cada colaborador receba um orçamento e decida como usá-lo entre saúde, educação, alimentação, transporte, bem-estar e mais—, então um esquema de benefícios flexíveis é mais eficiente: cobre o caso da academia (um colaborador pode destinar os seus créditos ao wellness) e além disso todos os outros, com um só fornecedor, um só orçamento e uma só plataforma de gestão. Em vez de somar mais um benefício monotemático, unifica-se tudo num sistema que respeita que as necessidades das pessoas são distintas.

Uma forma simples de ver: o Wellhub responde "como dou academia para o meu time?"; os benefícios flexíveis respondem "como dou a cada pessoa o que mais valoriza, incluída a academia?".

O que avaliar ao comparar opções de bem-estar?

Ao avaliar Wellhub, benefícios flexíveis ou outras alternativas, convém olhar:

  • Cobertura de necessidades: resolve só wellness ou a proposta de valor completa?
  • Liberdade de escolha: o colaborador escolhe conforme a sua etapa de vida, ou recebe um benefício uniforme?
  • Consolidação: é mais um fornecedor para gerir, ou se integra com o resto dos benefícios numa plataforma?
  • Medição: você pode ver adoção e uso real para justificar o investimento?
  • Custo-impacto: o benefício chega a todo o time ou só a quem usa academia?

A pergunta certa não é o fornecedor, é a estratégia

O Wellhub é uma boa solução para o problema que resolve. A decisão de fundo para um time de RH não é qual fornecedor de academias escolher, mas se a estratégia de bem-estar deve ser um benefício isolado ou parte de uma proposta de valor integral que cada colaborador possa adaptar à sua vida.

A Maslow aborda o segundo enfoque: uma plataforma de benefícios flexíveis onde o bem-estar —incluído o acesso a academias e apps de saúde via assinaturas corporativas— convive com saúde, educação, alimentação e descontos, sob um único orçamento e uma só gestão. Assim a academia deixa de ser um benefício que serve a uma parte do time, e passa a ser mais uma opção dentro de uma proposta que fala a todos.

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